Born to be wild – Vinhedo a Vila Velha

Publicado: 05/01/2015 por Paulo Medeiros em Viagem

 

…já eram 08:45! E eu pretendia sair as 08, mas tudo bem, eu tinha bastante tempo… 
… e muita estrada.

collageSai de Vinhedo seguindo pra Itatiba por uma estradinha sinuosa que ligam as duas cidades, já passei por ali muitas vezes pra visitar meu amigo Rafa que mora em Itatiba e adora fazer uns churrascos perto da piscina e eu como sou educado odeio recusar seus convites.

De Itatiba peguei a Dom Pedro, antes de entrar na estrada um pensamento fixo Vinhedo-Itatiba maior numero de lombadas per capta do mundo, mas beleza a estrada me espera!

Seguir pela Dom Pedro no meio da semana as nove da manha é não ter problemas nenhum de transito, tudo foi muito bem ate a Dutra, caminho que já estou acostumado pra ir as praias do litoral norte de São Paulo, mas nunca de moto e nesse momento eu já estava batendo meu recorde pessoal de mais tempo encima de uma moto e me sentia muito bem fisicamente a única coisa que estava pegando era a fome, a ideia de não tomar um café reforçado pra não passar mal na estrada se tornou uma pequena tortura porque a fome veio logo.

Ainda no começo do caminho o primeiro susto, uma lona plástica de mais ou menos um metro por um metro se solta da carroceria do caminhão na minha frente e vem acertar em cheio minha roda dianteira. Rapidamente diminui e parei no acostamento pra tirar a lona. O medo dela me enroscar e travar a roda dianteira me gelou por um instante, mas graças a Deus não tive problema algum so parei a moto e tirei a lona que estava presa na suspensão e segui meu caminho.

Na Dutra o transito mudou, de Jacareí ate sair de São José dos Campos a Dutra pode deixar de ser considerada uma estrada pra se tornar uma avenida, transito lento cheio de caminhões tomando as duas faixas, carros te fechando, uma beleza.Com a súbita tensão encontrada no transito acabei deixando passar o restaurante Frango Assado que tem logo que você entra na Dutra, onde eu ia almoçar, ai passando no pedágio perguntei por outro Frango Assado a cobradora disse, agora só em Taubaté.

DSC_0316Passei Taubaté toda olhando pra minha direita em busca do tal restaurante e nada, então vi um tal de Posto Amaral, creio que já em Pindamonhangaba, e ali mesmo mandei um lanche meio tenso mas a fome era senhora do destino no momento. Sem me demorar muito comi, aproveitei pra abastecer a moto e bora pra estrada de novo.

Segui pela Dutra com tranquilidade e em pouco tempo já estava saindo de São Paulo mais um pouco estava em Barra Mansa pegando o caminho pra Volta Redonda e nesse momento passei a usar o modo Jedi de navegação, estrada terrível ate Volta Redonda quase sem sinalização, na cidade ainda tem uma boa sinalização indicando o caminho pra Salvador BA, mas depois que você entra na BR393 siga sempre nela e tente não sair, porque em vários momentos o que parece ser a estrada principal não é mais a continuação da BR393.

Ainda Sobre Volta Redonda, Caracax! Como dizem os cariocas, eu já tinha ouvido falar que a CSN era uma grande empresa e na escola aprendemos a importância dela na historia do Brasil, mas caracas, não imaginava que ela era tão enorme, de longe eu já avistava toneis imensos pra armazenar gás ou combustível, não sei, com uma logo gigante da CSN a estrada passa ao lado e você vai seguindo aqueles muros enormes por uns bons quilómetros e você continua a ver sequências de tubulações e outras estruturas industriais e mais pra frente você vê que, por dentro da empresa, passa uma rede de trilhos de trem. Serio fiquei com vontade de voltar la só pra fazer um tour e conhecer melhor essa empresa, é praticamente uma cidade dentro de Volta Redonda.

De Volta Redonda fui ate Barra do Pirai, parei pra abastecer, comi mais uns salgados tomei uns sucos pra dar uma hidratada porque o calor estava forte. Aqui resolvi retirar a calça da capa de chuva pois minha pesquisa no dia anterior indicava que eu pegaria pancadas de chuva por todo o Vale do Paraíba ate Volta Redonda e…? …nada, um sol de rachar mamona do começo ao fim dessa estrada, e como a calça é mais complicado de se por do que a jaqueta eu já fui com ela desde casa e estava derretendo dentro daquela coisa preta de borracha.

DSC_0333Bons agora eu estava em território totalmente desconhecido, ate a Dutra, eu já tinha ido ao Rio de Janeiro por ela algumas vezes, Volta Redonda já tinha ouvido falar bastante agora dali em diante não conhecia nada, meu objetivo agora era chegar em Alem Paraíba. No caminho estradas sinuosas em pistas de mão dupla com um asfalto que não é dos piores e com alguns trechos sendo recapeados, mas o melhor esta mesmo para as paisagens lugares muito lindos seguindo os vales criados pelos rios que nos acompanham praticamente o tempo todo.

Quando passei por Alem Paraíba… opa! Passei direto, volta um pouquinho, pega a ponte, atravessa o rio e tchãnan! Cheguei em Alem Paraíba, uma cidade pequena, onde o trem passa nomeio da rua e onde planejei minha possível parada pra pernoite. Eu já estava cansado, mas ainda não era nem seis horas e nessa época do ano o sol ta alto ate umas 7 da noite. Como meus planos não eram conhecer a cidade, resolvi só gravar um videozinho e seguir ate Santo Antonio de Pádua…

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