Indas e vindas…

Nessas indas e vindas
quero retornar novamente
a ativa com esse blog
eu não quero
nao posso me render…  não vou desistir

e para esse re-retorno trago uma prece pra voces… pra mim … pra todos nos

A Prece

Pai, por favor
Não deixe o egoísmo me enlouquecer
Me consumir
Pai, por favor
Não deixe o medo me controlar
E a covardia me impedir
Corromper a minha fé
Me levar pra longe de você
Corromper a minha fé

O que eu mais quero
É sempre estar com você
Ao teu lado eu consigo perceber
Entender que eu não posso desistir
De ser humano

Pai, por favor
Não deixe o conforto me seduzir
E comprar o meu silêncio
Pai, não deixe a religião me escravizar
E aprisionar meus pensamentos
Corromper a minha fé
Me levar pra longe de você
Corromper a minha fé

O que eu mais quero
É sempre estar com você
Ao teu lado eu consigo perceber
Entender que eu não posso desistir
De ser humano

Não quero cair naquilo que condeno
Não quero me enterrar em teorias mortas
Não quero ser mais um numero frio
Congelado, insensível.

Fruto Sagrado

Vamos falar sobre gatos?

Ok, por que não falar sobre gatos?
Sejamos sinceros, se você é um criador de gatos, sabe que eles fazem parte dominante de nossa rotina.

Saddam, O Gato Gato

Saddam, O Gato Gato

Meu gato está presente em todo lugar onde estou em casa, geralmente atrapalhando (uma personalidade tão parecida com a minha, a propósito). Hoje mesmo, antes de publicar este texto, tive que lavar minhas mãos no chuveiro por que meu gato estava ocupado bebendo água na pia.
É, eles ocupam espaço, e fazem-se notar em contraste ao seu silêncio pela casa. São dóceis, independentes, limpos, travessos e amigos.

É, amigos, isso mesmo. Não me venha com esse papo de ah-mas-gatos-são-traiçoeiros, que não vai colar. Isto é uma crença popular estúpida e não é verdade. As pessoas pensam que gatos são traiçoeiros, e que vão te abandonar ou atacar na primeira oportunidade, apenas por que eles não são subservientes estúpidos como os cães. Verdade! Gatos não ficam fazendo festa para nós,  pulando e abanando o rabo, por que enxergam a relação  horizontalmente, e não verticalmente como os cães (que encaram a coisa mais como mestre-e-subordinado do que como amigos).
E os boatos que dizem que seu gato vai te abandonar se o vizinho tiver comida melhor, é pura inverdade. Eles são amigos, fiéis ao dono e à casa; mesmo que passem alguns dias na farra e nas baladas, eles sempre voltam e não deixam de ser amigáveis ao dono.

Diz uma piada popular: O cão pensa: “nossa, esse humano me dá comida, carinho, proteção.. ele deve ser um deus!”. E o gato pensa: “nossa, esse humano me dá comida, carinho, proteção.. eu acho que sou um deus!”
Sim, eles são folgados. Adoram atrapalhar, ficar no caminho, pedir para você abrir a porta e ficar encarando sem entrar nem sair duma vez. Faz parte da personalidade fascinante deles, e você tem muito a desfrutar caso esta personalidade não entre em conflito com a sua!

Meu gato é meu melhor amigo. Ele sempre fica por perto, atrapalha meus trabalhos, deita em cima do teclado, e toda noite antes de dormir, eu escovo os dentes, abro a porta de casa onde ele está me esperando para entrar, e ele corre para minha cama para dormir do meu lado. Somos tão chegados que até temos nossa rotina!
Meu gato é gordo, gosta de beber água direto da torneira e morre de medo de carros (depois de um pequeno acidente…). Eu gosto de acariciar suas gengivas (gatos gostam disso), de abrir a porta para ele, e de brincar de gato-e-rato com as cobertas.

Gatos são tudo de bom. Adote um!

E, o motivo principal de ter escrito este texto, é este “guia definitivo de comportamento para o gato“, um guia excelente que todo gato deve ler. Abaixo, traduzo um pedacinho do texto, que é de matar de rir:

Inconsistência humana:
Humanos passam muitas horas sentados diante de uma caixa com imagens em movimento, cutucando pequenos quadradinhos com seus dedos… há rumores de que é assim que eles afiam suas garras! Considerando o quão santarrões eles são quando nos pegam afiando nossas garras, é óbvio que eles precisam de uma lição sobre consistência. Uma das melhores maneiras de fazer isto é andar em cima da mesa com quadradinhos… isto vai sempre resultar numa enorme reação da parte do humano, um bom indicador de que você está mesmo ensinando-lhe uma lição! Se isto nao funcionar, deite-se nos quadradinhos ow vomite uma bola de pelo em cima! Não há nenhuma boa razão pela qual os humanos deveriam poder afiar suas garras enquanto proíbem-nos de fazer também.

Poltronas e tapetes
Se você precisa vomitar, corra para uma poltrona, rápido! Se você não chegar a tempo, corra para o tapete oriental da sala. Se não houver um tapete oriental por perto, qualquer tapede serve. Quando vomitar no carpete, certifique-se de afastar-se um pouco afim de que o vômito seja do tamanho da planta do pé do seu humano.

Banheiros
Sempre acompanhe os humanos até o banheiro. Não é necessário fazer nada específico… apenas sente-se e fique encarando

Leia mais: http://www.jamesshuggins.com/h/hum1/guidelines_for_cats.htm

…. agora, com sua licença, preciso correr ali porquê o Saddam quer que eu abra a janela!

Texto originalmente postado em: http://dvdfranco.wordpress.com

Todos a bordo!

É com grande prazer e satisfação que eu venho hoje fazer propaganda do blog do meu amigo Leonardo.  Ele está de partida rumo ao desconhecido, as grandes aventuras. Esta a um passo de seguir rumo ao passado, ao velho mundo.

Com uma mochila nas costas ele deixa para traz sua rotina estressante atrás de uma mesa de computador e suas infindáveis tarefas, em busca do simples prazer de passear e conhecer. E para compartilhar essa viagem ele criou um blog onde está, desde antes de sua partida, detalhando sua viagem, preparativos, planejamentos, sonhos, ansiedades  e muito em breve suas realizações.

Com grande admiração e entusiasmo, já declaro que estarei acompanhando de perto seu blog amigo e pode ter certeza estaremos torcendo pelo sucesso dessa sua primeira viagem.

Primeira, pois espero que você ainda possa fazer muitas depois dessa.

Bons a viagem esta prestes a começar, portanto, TODOS A BORDO!!!

http://toporla.wordpress.com/

E agora como se escreve??

Bom eu nunca fui bom de português, mas ainda me lembro de regras decorebas que tínhamos que fazer durante o primeiro grau (ensino fundamental hoje) uns lances de paroxítonas oxítonas terminadas em “a e i o u” e bla bla bla, bons eis que a turma do “não tenho o que fazer” resolveu que a forma que a gente lê e escreve hoje ta tudo errado e criaram um modo novo de se falar português.

E aproveitando o bloco de humor do nosso Blog trago abaixo umas tirinhas que eu curti a respeito do novo acordo ortográfico .

novo_acordo_ortografico_sobrinho

novo_acordo_ortografico_corretor

novo_acordo_ortografico_gerundio

novo_acordo_ortografico_acento_iu

novo_acordo_ortografico_acento_agudo

novo_acordo_ortografico_kwy

novo_acordo_ortografico_ei_oi

novo_acordo_ortografico_trema

novo_acordo_ortografico_voo

novo_acordo_ortografico_2012

(tungado do orkut da minha amiga Debby)

Silencio….

Ok … Já chega, vamos parando com isso, esse silencio esta ensurdecedor.

A verdade é uma só, estou me dedicando demais ao novo trabalho e as responsabilidades e deixando meu pobre bloguinho reflexivo sem reflexões

Mas como eu não to inspirado pra reflexionar essa madrugada e amanha eu tenho uma reunião logo cedo vou me aventurar em promover uma nova temática para o blog. O Humor, e para dar inicio a temática humorística trago algumas fotos inusitadas.

A primeira tirei a uns anos atras enquanto procurava uma borracharia:

bomjeus

Aiii gesuis !! (borracharia perto da PUC-Campinas)

a segunda foi a pouco tempo enquanto eu voltava pra casa do trabalho:

Exemplo para nós todos de superação.

Exemplo para nós todos de superação.

Educação Não Formal

Não sendo um profissional da educação talvez eu esteja equivocado em minhas questões filosóficas pessoais a respeito do tema. Mas em meio a essa era de total informação disponível “gratuitamente” me questiono por que as instituições de ensino ainda são tão engessadas aos moldes de séculos passados. Dês da revolução industrial que ainda sentamos em carteiras fielmente colocadas uma atrás da outra esperando que o mestre detentor da sabedoria nos despeje todo seu conhecimento.  Hoje em dia tem mentes brilhantes pondo as carteiras em um circulo, mas mudar a posição das carteiras não é mudar os métodos nem os paradigmas. Acredito que o mundo em que vivemos hoje carece de uma educação mais abrangente onde o aluno não somente receba informação, mas sinta a sede, o desejo, a vontade, de conhecer cada vez mais e de tudo, não simplesmente matéria que lhes é enfiada pela goela abaixo. E em apoio aos profissionais que se dedicam a tornar o ensino algo que abrange muito mais que matéria mas também cultura e arte em uma realidade trago um post com a divulgação de um evento voltado para eles em Sampa City.

educação

Como trabalhar com educação, cultura e arte fora da escola? Quais as dificuldades e motivações da educação não formal?

Você, artista educador ou educador com alma de artista é o convidado especial do seminário internacional Linguagens da Cultura - Desafios da Educação Não Formal. Entre os dias 14 e 18, o Itaú Cultural recebe você para a troca de experiências e o fortalecimento de idéias e projetos.

A programação inclui a apresentação dos doze selecionados da segunda edição do Rumos Educação, Cultura e Arte, o espetáculo Consumidor Loko – do projeto Corpo Cidadão, do Grupo Corpo -, um workshop de dança, além de palestrantes do Brasil, Índia, França e África do Sul..

O evento contou com a cooperação da Unesco e o apoio da Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura (MinC).

Confira aqui a programação completa e participe!

Seminário Internacional Linguagens da Cultura - Desafios da Educação Não Formal

terça 14 a sábado 18 de abril

entrada franca

Itaú Cultural | Avenida Paulista 149 - Paraíso - São Paulo SP [próximo à estação Brigadeiro do metrô]

informações 11 2168 1777

imagem: Escola de Circo do Capão | Cia de Foto


Maiores informações visite o site Itau Cultural

Se algum leitor participar por favor nos conte depois como foi o evento.

Confiar!

De férias numa belíssima ilha na costa brasileira (desculpem-me), posso dar-me ao luxo de algumas atividades bastante cobiçadas, daquelas que podemos usufruir uma, duas ou poucas vezes numa vida só. Aqui tive a oportunidade de pescar com meu pai. Não pescar com uma vara e linha, sentados e lutando contra mosquitos na beira de um lago, mas sim pescar, a alguns quilômetros mar afora, com nada além de água e um barquinho em todas as direções, equipado com máscara no rosto e um arpão armado no arbalete.

Pescar é fascinante, mas não é para qualquer um. Para mim é que não é. Quero te contar minha experiência com o mergulho.

Minha primeira sensação foi a de insegurança. Numa pequena lancha, a muitos e muitos quilômetros do continente, você se sente um pouco pequeno ante a imensidão do mar. É muita água, para todos os lados. Água que não acaba mais. Passou bem ao nosso lado, um transatlântico prestes a aportar. Era imenso, mais de oito andares de altura, e estando tão perto, parecia um prédio em movimento. E, quando estava no continente, lá longe, o prédio colossal com centenas de pessoas dentro, era nada menos que um brinquedinho na distância. Espero estar sendo claro quanto a sensação de solidão e distância que se tem nesta ocasião. Por isto, vestir uma máscara e pular num oceano cujo fundo é desconhecido para você, bem… é um pouco difícil. Mas meu pai garantiu (em mergulhos anteriores) que estou seguro, e eu poderia voltar ao barco a qualquer hora.

Então, controlei meus medos, e pulei. A segunda sensação foi o pânico.
À sua frente, um líquido esverdeado, lindo e indistinto. Muitas partículas suspensas, como poeira, emprestam à luz do sol uma personalidade única dentro d’água, descendo em raios paralelos às profundezas do mundo.
Mas, quando você olha ao redor, continua tudo igual. Atrás, aos lados, à frente… tudo, uma visão turva do desconhecido, e esmagadora imensidão. Se você olha para baixo, vê seu corpo iluminado pelo reflexo do sol, contra o mesmo plano de fundo opressor. Pânico, acho que é a palavra certa, ainda que “não haja nada lá” além de você.

Esta mistura de sensações atingiu-me com ímpeto (afinal, pulei do barco de uma vez só), e imediatamente, percebi a velocidade com que respirava pela boca através do respirador, puxando golfadas de ar movidas à adrenalina. E isto causou-me a terceira sensação: tontura. Controlar a respiração foi difícil e doloroso. O excesso de ar nos pulmões só me fazia respirar e inspirar com mais força ainda.

Então, algum tempo depois me acostumei ao novo ambiente, apegando-me cada vez mais na segurança de meu pai, que o tempo todo esteve por perto, tranquilo em seu habitat preferido.

Contei-lhe esta experiência por estas razões: as primeiras vezes que mergulhei com meu pai, caí na água e logo voltei para o barco. Fiz isso repetidamente, devido à sensação de pânico. Nos mergulhos seguintes, fui ficando mais tempo n’água, e desta vez só subi ao barco quando fiquei cansado ou enjoado demais. Foi um progresso, e o que me fez progredir, foi a segurança de meu pai.
O relacionamento com ele possibilitou-me confiar que estou seguro quando estou no mar. E esta segurança me possibilitou-me passar um tempo de qualidade com ele. Eu boiava a seu lado, nós dois olhando para o fundo do oceano, respirando pelo snorkel, e logo que ele descia ao fundo, eu ia junto, até onde conseguia e esperava-o voltar com um peixe na mão. Foi um momento familiar que ficará para sempre nas minhas lembranças.

Afinal, tudo na vida se resume a relacionamentos, não é?
Desde o começo do ano, tenho aprendido a viver centralizando tudo em relacionamentos, e desde que comecei a fazer isso, tenho estado em grande paz comigo mesmo.
Quando digo viver em relacionamentos, quero dizer lembrar-se você está sempre relacionando-se com alguém ao fazer qualquer coisa. Em casa, relaciona-se com sua família, no trabalho, com seus colegas, sozinho, relaciona-se com seu Deus. São pessoas com as quais você convive, e suas ações sempre afetam-nas, de uma maneira ou de outra. Então, procuro pensar em sempre agradá-las, e deixar meu egoísmo de lado.

Viver sem ter eu mesmo no centro de minha vida, é simples e gratificante. Quando vejo um grande amigo, penso logo em, carinhosamente, dar-lhe um tapa na nuca e dizer “fala, mané”. Certamente, ele vai levar na brincadeira… mas, pensando bem, será que eu não o faria se sentir muito melhor se eu lhe desse um abraço apertado e disesse “fala, meu melhor amigo”? Já pensou em como ele ficará surpreso e contente ante este agrado?
E lavar a louça para sua mãe, ou varrer a calçada do vizinho?
Entende o que quero dizer?

Mas este tipo de atitude não é apenas para “agradar” os outros ou a si mesmo, e sim abrir caminhos para um relacionamento mais concreto do que já é. Preocupar-se com os que estão ao seu redor, limitar-se para relacionar-se com eles, deixar de lado as ganâncias, as pequenas mentirinhas, e saber entregar-se ou abrir-se quando necessário: ao abrir mão de quem você é e do que você quer/precisa pensando em outra pessoa, você abre uma oportunidade de aumentar seu relacionamento com ela.
E fazendo isto, aos poucos você começa a ceder com mais facilidade, a respeitar e ser respeitado. Os segredos ficam para trás, as intrigas desaparecem, e disto nasce uma coisa que você está tentando há muito tempo, e não sabe porque não consegue: a confiança.

A confiança é um processo difícil e arrastado, mas é possível. E este é o único modo pelo qual você pode chegar a ela, que é construindo um círculo sólido de relacionamento e respeito. Você começa devagar, passo a passo, gesto por gesto, conquistando pedacinhos de um relacionamento verdadeiro e puro, até chegar na confiança verdadeira, aquela da qual você não duvida, e com aquela pessoa que a partir daí, você pode ter certeza inabalável de que ela nunca vai te deixar na mão.
Aos poucos, a insegurança, o pânico e a tontura de pular no mar desconhecido, duram cada vez menos, conforme você confia e se entrega mais e mais.

Neste ramo de relacionamentos, minha maior dificuldade é ter confiança em Deus. Já errei muito, já tomei muitos caminhos errados e egocêntricos, e por isso já levei muito tombo, por conta de não conseguir ouvir Deus e nem confiar no caminho que Ele tinha planejado para mim.
E tem sido através desta atitude nova que estou tendo sucesso em aprimorar meu relacionamento com Deus. Tem sido incrível e gratificante, e é maravilhado que observo o desenrolar do meu dia-a-dia com Ele.
Foi assim que eu comecei a perguntar-me, a cada decisão tomada, “será que isso está conforme o que Ele quer para mim? Será que Deus gostaria que eu fizesse isto, ou será que eu O agradaria mais se fizesse outra coisa?”.

No final das contas, ter amizade, e além disso, intimidade com Deus… é o que Ele queria desde a criação do homem, não é? Afinal, é disso que a Bíblia inteira trata, da primeira à última página: Relacionar-se com Deus. E conseguir alcançar isto, ah!
Estava pensando, ao voltar para casa depois de um banho de mar: “Eu trocaria qualquer coisa – qualquer coisa mesmo, por viver na presença de um Deus tão completo como este!”

Imagem do livro A CabanaNestas férias, li o livro “A Cabana”, de Willian P. Young.
Aprendi muita coisa relacionada a este assunto, muita mesmo. É aquele tipo de livro que te deixa pensativo por um tempão, afetado pelos ensinamentos que leu, e sentindo-se bem por começar a praticar os mesmos princípios.
O romance/ficção fala de um homem que sofreu uma perda horrível em sua vida, e como ele aprendeu a deixar de culpar Deus e o mundo por seu sofrimento. Este livro mostra onde está Deus quando alguma tragédia acontece e ficamos pensando: humpf, se Ele se importa tanto, porquê não impediu aquilo?
Recomendo a leitura, de verdade! Ele resume muita coisa que tenho vivido deste o começo do ano e escrevi nestes longos parágrafos!

Bem, é isso! Um abraço e até a próxima!
dvd Franco

Em um novo ritimo…

Sei que eu não deveria dizer isso em publico a final de contas os cobradores virão ferozmente atrás de mim formar sua filinha indiana para receber o que eu tenho devido, porem em um momento onde o mundo todo tem perdido ou receado perder o emprego, eu não poderia deixar de agradecer a Deus pela dádiva de eu ter conseguido um emprego.  Realmente eu estava precisando, mas como o blog tem uma tendência cultural e filosófica, vim eu, no final da minha labuta, ouvindo minhas musicas e eis que ouço tridente social do fruto sagrado imediatamente me veio o desejo de posta-lo aqui no site. Pois bem não conterei meu desejo e postarei:

Tridente Social

Que vantagem tem o Homem
de todo o seu trabalho
que ele faz debaixo do sol?

Uma geração vai e outra geração vem,
mas a terra para sempre permanece
e nasce o sol e poe-se o sol
e volta ao seu lugar de onde nasceu

O vento vai para o sul e faz o seu giro para o norte,
continuamente vai girando e girando e girando o vento
e volta fazendo os seus circuitos

O que foi
isso é o que há de ser
e o que se fez
isso se torna fazer
de modo que nada há de novo debaixo do Sol.

Exercitei a mim mesmo para conhecer a sabedoria
e conheci a tolice e as loucuras
e aprendi que também isso era vaidade,
porque na muita sabedoria há muito enfado
e o que aumenta em ciência aumenta em trabalho.

Lembra-te do teu criador nos dias da tua mocidade,
antes que venham os maus dias e que cheguem os anos
dos quais venhas a dizer “não tenho neles contentamento”

Mais um momento cultural

Aproveito este post para dizer aos meus leitores que noticias a respeito de eventos culturais na região de Campinas são sempre bem vindas, portanto, quando ficarem sabendo de algo me mande uma mensagem com as informações ou onde eu possa encontrar informações que assim eu divulgo aqui também e multiplicamos nosso grupo de formadores de opinião e admiradores das artes em geral.

E vamos então a divulgação cultural atual, o evento em cartaz hoje é o I Festival de Humor de Paulínia, que será realizado no Theatro Municipal de Paulínia (Av.Prof. José Lozano Araujo, 1551 – Paço Municipal – Paulínia. O evento conta com a participação de  Marisa Orth, Terça Insana, Melhores do Mundo e Dez Necessários.

Vejam o cartaz do evento:

I Festival D

I Festival de Humor de Paulínia

Nooma?!?!

nooma_logoInteressante como são as coisas, sinceramente não acredito em acasos, portanto, tudo tem o seu porque mesmo que oculto aos meus olhos, o porquê existe.

Nesse carnaval, como disse no post anterior, fui para um retiro, ter alguns momentos de reflexão e intimidade com Deus e logo na noite de inicio do retiro nos foi passado um vídeo por indicação do nosso amigo DVDFranco, que por sinal esta em divida com nossos posts aqui mas, tudo bem ele tem trabalhado bastante em outro projeto. Mas retornando ao foco do post de hoje, foi passado esse vídeo e eu de certa forma fiquei instigado em conhecer mais do trabalho do tal de Rob Bell que protagoniza este e vários outros da serie Nooma. E encontrei gente amando o trabalho dele e também encontrei gente questionando seus fundamentos. Bons, nessa busca acabei tropeçando num texto publicado no Renovatio Cafe e incrivelmente o texto do Sandro Bagio de 28 de outubro de 2008 descreveu exatamente o que estava refletindo em minha cabeça “Como acredito ser o caso da maioria das pessoas, eu conheci o Rob Bell através de um episódio do Nooma (no meu caso foi o Luggage que eu assisti primeiro e fiquei perguntando: Quem é esse cara!?).[...] Evidentemente não concordo com tudo o que ele diz ou escreve, mas isso é algo natural. O conselho de Paulo é examinar tudo e reter o que é bom…” no meu caso foi o episodio Rain. Alem desse “acaso” de afinidade de pensamento, já q eu estava pensando exatamente em reter o que era bom e ignorar o que a maioria e, algumas coisas eu mesmo reprovava, me deparei logo abaixo do post do Sandro Bagio uma transcrição de um trecho do livro Repintando a Igreja do Rob Bell que eu gostei muito e achei que seria legal postar também.

robbell_peacmakers1“No que diz respeito a ter fé, todo mundo tem. As pessoas quase sempre me dizem que nunca conseguiram ter fé, que isso é muito difícil. A idéia de que algumas pessoas têm fé e outras não têm é muito comum. Mas não é verdadeira. Todo mundo tem fé. Todos seguem alguém. O que em geral acontece é que as pessoas com convicções específicas acerca de Deus acabam encurraladas, defendendo sua fé da racionalidade calma e apática dos outros. Como se apenas elas tivessem fé e convicções, as outras, não.


Isso, porém, não é verdade. Vamos pegar um exemplo: Algumas pessoas acreditam que fomos feitos por um criador, que tem planos e objetivos para sua criação, enquanto outras acreditam que não há nenhum sentido extraordinário para a vida, nenhum grande projeto, que nós existimos não por causa de alguma intenção divina, mas por simples acaso. Não se trata de uma discussão entre pessoas de fé e pessoas que não têm fé. As duas perspectivas baseiam-se na fé, fundamentando-se em um sistema de crenças. Quem diz que estamos aqui por acaso e não há nenhum sentido especial nisso tem exatamente o mesmo tanto de convicções que a pessoa que afirma a existência de um criador. Talvez até mais.


Pense em algumas palavras empregadas nesse tipo de discussão. Entre elas, a mais comum é a expressão ‘mente aberta’. Em geral, o que tem convicções espirituais é considerado alguém de mente fechada; os outros são vistos como pessoas de mente aberta. O que me fascina é o fato de que o centro da fé cristã é a premissa de que esta vida não é tudo o que existe. Que a vida é mais do que a matéria. A existência não se limita ao que vemos, tocamos, medimos, ouvimos, degustamos e observamos. Uma das principais afirmativas da visão de mundo cristã é que existe ‘mais’. Os que se opõem a esse conceito insistem em que o que vemos aqui é tudo o que há; somente o que se pode medir e observar com os sentidos é real. Nada mais existe. Qual dessas opiniões revela mais uma ‘mente fechada’? Qual visão de mundo é mais ‘aberta’?

O ateu é alguém com tremenda fé. Em nossas discussões acerca das coisas que mais importam, não nos detemos na fé ou na ausência dela. Crença ou não-crença. Estamos falando acerca de fé em algo. Crença em quê? A verdadeira questão não é se temos ou não temos fé, mas em que nós a depositamos.
Todos seguem alguém. Todos nós tomamos decisões todos os dias acerca do que é importante, de como tratar as pessoas e do que fazer da nossa vida. Essas decisões têm como pano de fundo o que acreditamos acerca de cada um dos aspectos de nossa existência. Nossas convicções têm origem em algum lugar. Fomos moldados, todos nós, por essa complicada combinação de pessoas, lugares e coisas. Pais e mestres, artistas, cientistas, orientadores – cada um de nós recebe todas essas influências e vive de acordo com os princípios de que se apropriou. Alguns insistem em dizer que não são influenciados por ninguém, nenhuma religião, pensam por si mesmos. É uma opinião digna de respeito. O problema é que essa opinião vem… de alguém. Eles seguem alguém apesar de afirmarem que é a eles próprios que estão seguindo.

Todo mundo segue alguém. Todo mundo tem fé em algo e em alguém.

Somos todos crentes.”


(Rob Bell em Repintando a Igreja: Uma Visão Contemporânea, Editora Vida, 2008 – pp. 19-21)